A primeira pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) sobre a disputa pelo Governo do Paraná em 2026 traz um marco importante no cenário político estadual: é o primeiro levantamento com o nome de Sandro Alex (PSD), indicado pelo governador Ratinho Junior para a sucessão.
Mesmo com entrada recente na corrida e ainda em fase inicial de pré-campanha, Sandro Alex aparece com 5% das intenções de voto, ocupando a quarta colocação no cenário estimulado.
O dado chama atenção por se tratar de um candidato que até poucas semanas atrás não figurava entre os principais nomes da disputa, e que ainda possui baixo nível de conhecimento entre o eleitorado.
Na liderança da pesquisa está o senador Sergio Moro (PL), com 35% das intenções de voto, seguido por Requião Filho (PDT), com 18%, e pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 15%.
O levantamento também aponta um cenário ainda indefinido: cerca de 18% dos eleitores estão indecisos, além de 7% que declaram voto branco ou nulo.
Outro ponto relevante é que, apesar da alta aprovação do governo estadual, o desempenho inicial de Sandro Alex indica que a transferência direta de capital político ainda não se consolidou neste primeiro momento.
A pesquisa ouviu 1.104 eleitores em 59 cidades do Paraná entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Analistas avaliam que o cenário ainda está em formação, com espaço para crescimento de candidaturas, especialmente entre nomes que ainda buscam maior visibilidade junto ao eleitorado.
Análise estratégica: cenário da disputa pelo Governo do Paraná em 2026
A primeira pesquisa Genial/Quaest com a inclusão de Sandro Alex na corrida pelo Governo do Paraná confirma um cenário ainda em formação, mas já com sinais claros sobre força eleitoral, limites de crescimento e espaço para avanço entre os principais pré-candidatos.
Liderança de Sergio Moro é consistente, mas com possíveis limites

O senador aparece na liderança com 35% das intenções de voto no primeiro turno e vantagem nos cenários de segundo turno.
A leitura estratégica indica um candidato que parte de um patamar elevado, sustentado pelo alto nível de conhecimento do eleitorado e pela projeção nacional construída nos últimos anos. Esse fator garante uma largada sólida, mas também impõe um possível limite de crescimento, já que há menos espaço para expansão entre eleitores que ainda não o conhecem.
Outro ponto relevante é que, na condição de líder, Moro tende a concentrar ataques dos adversários ao longo da campanha, o que pode gerar desgaste.
Sandro Alex desponta como principal vetor de crescimento
A entrada de Sandro Alex marca o principal movimento estratégico desta pesquisa. Mesmo com apenas 5% das intenções de voto, o número é considerado relevante dentro do contexto.

Trata-se de um candidato recém-inserido na disputa, com baixo nível de conhecimento e ainda em fase inicial de construção eleitoral. Ao mesmo tempo, é o nome apoiado pelo governador Ratinho Junior, cuja gestão apresenta altos índices de aprovação.
A análise indica que esse capital político ainda não foi transferido de forma efetiva, mas representa um ativo importante para crescimento ao longo da campanha.
O desempenho inicial sugere um ponto de partida, não um teto. Entre os nomes apresentados, Sandro Alex é o que possui maior espaço estrutural para avançar, especialmente à medida que aumenta sua exposição e associação ao governo estadual.
Requião Filho mantém base consolidada, com expansão mais limitada
Com 18% das intenções de voto, Requião Filho ocupa a segunda colocação e demonstra consistência eleitoral.

Sua base tende a ser mais fiel e ideologicamente definida, o que garante estabilidade nos números. Por outro lado, esse mesmo fator pode dificultar a ampliação do eleitorado fora desse núcleo mais consolidado.
A tendência, neste momento, é de manutenção de patamar, com crescimento condicionado a movimentos mais amplos no cenário político.
Rafael Greca é competitivo, mas depende de articulação
Com 15%, Greca aparece próximo dos primeiros colocados, em empate técnico.

O ex-prefeito de Curitiba possui força regional relevante, especialmente na capital e região metropolitana, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua presença no interior do estado.
Sua viabilidade eleitoral depende diretamente de alianças, posicionamento político e capacidade de nacionalizar ou interiorizar sua imagem.
Indecisos indicam disputa em aberto
Um dos dados mais relevantes da pesquisa é o percentual de eleitores indecisos, que chega a cerca de 18%.
Esse número revela que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto, o que mantém o cenário aberto e sujeito a mudanças.
Em termos estratégicos, esse contingente tende a beneficiar candidatos com menor nível de conhecimento, que ainda têm espaço para crescer — caso de Sandro Alex.
A pesquisa indica uma liderança consolidada de Sergio Moro neste momento, mas sem definição antecipada da disputa.
O cenário aponta para três dinâmicas principais:
- Um líder com vantagem inicial, mas sujeito a desgaste ao longo da campanha
- Candidatos intermediários com base consolidada, porém com limites de expansão
- Um nome emergente, Sandro Alex, com baixo índice atual, mas alto potencial de crescimento
A disputa pelo Governo do Paraná em 2026 ainda está em fase inicial, com espaço real para mudanças conforme avançam as articulações políticas, a exposição dos candidatos e a consolidação do eleitorado.
