Suspeito de 50 anos tentou fugir por uma região de mata no bairro Agaraú, mas foi localizado pela Polícia Militar. Irmã mais velha da criança também relatou supostos abusos ocorridos durante a infância.
Um homem de 50 anos foi preso pela Polícia Militar nas primeiras horas desta quinta-feira (15 de outubro), no bairro Agaraú, região rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele é suspeito de cometer violência sexual contra a própria filha, uma criança de apenas seis anos.
Segundo informações registradas pela Polícia Militar, a ocorrência teve início após a menina procurar ajuda e contar a um conhecido que o pai teria tocado suas partes íntimas. O relato também mencionou outros episódios que teriam ocorrido no último sábado (10).
Durante o atendimento da equipe policial, a criança voltou a relatar os supostos abusos, levando os militares a realizar diligências para localizar o suspeito.
Irmã mais velha também relatou possíveis abusos
Durante a ocorrência, a irmã mais velha da criança também apresentou um relato de possível violência sexual praticada pelo mesmo homem durante sua infância, quando tinha entre oito e 12 anos.
Conforme as informações repassadas à polícia, a jovem afirmou que chegou a contar à mãe sobre os episódios quando tinha 16 anos, mas que nenhuma denúncia teria sido formalizada naquela ocasião.
Em relação à filha mais nova, a mãe teria tomado conhecimento da situação somente no dia da ocorrência.
As declarações fazem parte do registro policial e deverão ser analisadas durante a investigação. Uma eventual responsabilização de outras pessoas dependerá da apuração dos fatos e da identificação de possíveis condutas previstas na legislação.
Suspeito tentou fugir pela mata
Após perceber que a Polícia Militar havia sido acionada, o homem fugiu por uma trilha em meio à vegetação da região.
Os policiais realizaram buscas e conseguiram localizá-lo escondido atrás de uma mureta, nas proximidades de uma igreja.
Segundo o registro da ocorrência, o suspeito estava portando uma faca no momento da abordagem, mas não apresentou resistência à ação policial.
O homem, identificado pelas iniciais J. A. C., de 50 anos, foi detido e encaminhado à Delegacia da Mulher e do Adolescente, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a ocorrência e prestar o atendimento necessário à proteção das crianças envolvidas.
Caso será investigado
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias das denúncias, incluindo os relatos apresentados pelas duas filhas e as informações sobre eventual conhecimento prévio dos fatos por parte de familiares.
A investigação deverá esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e as possíveis responsabilidades criminais.
Até a conclusão das apurações, o homem permanece na condição de suspeito, devendo ser respeitada a presunção de inocência.
Violência sexual contra crianças: denunciar é fundamental
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes exigem atenção das autoridades, das famílias e de toda a sociedade.
Muitas vítimas enfrentam dificuldades para denunciar, especialmente quando os supostos agressores pertencem ao próprio núcleo familiar. Medo, ameaças, vergonha e dependência emocional podem contribuir para o silêncio e dificultar a identificação da violência.
É importante destacar que denúncias de violência sexual podem ser realizadas mesmo quando os fatos ocorreram há vários anos. A legislação brasileira estabelece regras específicas de prescrição para crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, sendo necessária a análise de cada situação.
A proteção das vítimas deve ser prioridade, com acolhimento adequado, preservação da identidade e acompanhamento pelos órgãos competentes.
Como denunciar
Suspeitas de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser comunicadas ao Disque Direitos Humanos, pelo número 100, ao Conselho Tutelar, à Polícia Civil ou à Polícia Militar, pelo telefone 190, em situações de emergência.
A denúncia pode ser fundamental para interromper situações de violência, proteger vítimas e permitir a responsabilização dos envolvidos.
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