Há 33 anos, um grupo de pesquisadores se reuniu para buscar uma forma de monitorar a atmosfera e saber com antecedência quando raios, ventos ou tempestades poderiam causar danos às linhas de transmissão e distribuição de energia no Paraná e às lavouras paranaenses. Esse encontro daria origem ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), serviço social autônomo hoje vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), que está de aniversário nesta terça-feira (17).
O Simepar completa 33 anos com uma rede composta por 204 estações hidrológicas, 103 estações meteorológicas, 35 estações pluviométricas, 10 inclinômetros (sensores de movimento), três radares meteorológicos, seis sensores de raios, além de mini barcos, aviões autônomos e drones com sensores de mapeamentos. A entidade hoje atende diversos setores da sociedade e a população de pelo menos seis estados brasileiros.
A previsão é de que, até 2028, com investimentos do Governo do Estado, o Paraná conquiste através do Simepar a melhor cobertura de radares do Brasil. Parte da verba indenizatória da Petrobrás recebida pelo Governo do Paraná foi destinada aos projetos Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de cinco novos radares e a substituição do mais antigo, que fica em Teixeira Soares e já tem mais de 30 anos de operação.
As duas licitações também preveem a compra de outros equipamentos inéditos, como boias oceanográficas, que permitirão melhor monitoramento da condição do mar.
“O Simepar tem uma equipe de especialistas dedicada e competente, que faz o monitoramento diário do Paraná e auxilia nossos produtores rurais e as cidades a se prepararem para as mudanças das estações. Estamos investindo cada vez mais em novos equipamentos e estrutura para garantir refinamento desse trabalho de monitoramento ambiental”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
EQUIPE – São 174 colaboradores – a maior parte atuando no Paraná. A pesquisa faz parte do DNA da instituição, e dentro do Simepar vários profissionais desenvolvem pesquisas que favorecem o monitoramento ambiental e protegem a sociedade, como, por exemplo, o estudo do impacto das mudanças climáticas no regime de chuvas, ou o uso de inteligência artificial para monitorar vazão, nível e qualidade da água dos rios.
O conhecimento do time é requisitado em todo o País: sete meteorologistas do Simepar atuam na Defesa Civil do Espírito Santo, nove na Defesa Civil de Santa Catarina, dois em São Paulo no setor energético, e outros seis integrantes do time Simepar atuam no Rio Grande do Sul em um projeto de monitoramento ambiental com foco em prevenção de alagamentos.
No Paraná, os meteorologistas emitem laudos para todos os setores da sociedade. São autoridades na classificação de fenômenos climáticos severos, e foram peças fundamentais no envio de alertas à população, em parceria com a Defesa Civil, e na produção dos laudos técnicos que determinaram a trajetória e a força dos sete tornados que atingiram o Paraná no último ano.
Acompanhando a evolução do monitoramento ambiental, em 2025 um novo setor foi criado no Simepar: a Geointeligência, que utiliza georeferenciamento, mapeamentos com uso de drones de alta tecnologia, imagens de satélites e muita ciência de dados para apoiar políticas públicas e decisões importantes em todas as áreas de atuação do Simepar, em todo o País. Um exemplo foi o uso de sensoriamento remoto com imagens multitemporais da equipe ajudou na identificação e cadastro de mais de 2.900 barragens no Instituto Água e Terra (IAT).
“A história do Simepar inicia com uma previsão feita com instrumentos meteorológicos mais rústicos, mas por profissionais extremamente técnicos e dedicados. Hoje, fazemos a integração do clima com o meio ambiente. Trabalhamos para a melhoria da qualidade de vida dos nossos cidadãos, oferecendo ao gestor público e aos gestores do setor energético, de saneamento e agricultura informação qualificada para a tomada de decisões”, afirma o diretor presidente do Simepar, Paulo de Tarso.
